Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF por 42 a 34
Plenário barra nome do advogado-geral da União em votação apertada; é a primeira derrota de uma indicação ao Supremo desde a República Velha
Por Redação · 30 de abr. de 2026
Plenário barra nome do advogado-geral da União em votação apertada; é a primeira derrota de uma indicação ao Supremo desde a República Velha
Por Redação · 30 de abr. de 2026

O plenário do Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (30) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal. Foram 42 votos contrários e 34 favoráveis, em votação secreta conduzida após mais de oito horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Para ser aprovado, Messias precisaria do apoio de pelo menos 41 senadores — a maioria absoluta da Casa. A rejeição representa uma derrota inédita para o governo na articulação política com o Congresso e marca a primeira vez desde a República Velha que o Senado barra um nome indicado à mais alta Corte do país.
Apesar do esforço da base governista nas últimas semanas, parte do centrão e da oposição fechou questão contra a indicação. Senadores ouvidos reservadamente apontaram resistências ao perfil considerado "excessivamente alinhado ao Executivo" e cobravam um nome de maior consenso técnico.
Aliados do Palácio do Planalto avaliam que a derrota obriga uma recalibragem da relação com o Senado e antecipa um cenário de maior independência do Legislativo nos próximos meses. O presidente da República deve anunciar nos próximos dias um novo nome para a vaga.
A decisão repercutiu imediatamente em Brasília e deve impactar a agenda do governo no Congresso nas próximas semanas.